Muitas pessoas somente descobrem que existe algum problema em seu histórico previdenciário quando fazem o pedido de aposentadoria ou de outro benefício junto ao INSS. O resultado pode ser o atraso na análise, a necessidade de apresentar novos documentos e, em alguns casos, até o indeferimento do benefício.
O Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) é o documento que reúne o histórico de vínculos empregatícios, remunerações e contribuições previdenciárias do trabalhador. É com base nessas informações que o INSS analisa a maior parte dos pedidos de benefícios, razão pela qual manter esse cadastro atualizado é fundamental.
Segundo o advogado previdenciarista Dr. Fabrício Kleinibing, é um equívoco acreditar que todas as informações constantes no CNIS estão corretas. “Encontramos com frequência vínculos empregatícios que não aparecem no cadastro, salários registrados com valores incorretos, contribuições em atraso, períodos sem remuneração e outros erros que podem comprometer tanto o direito ao benefício quanto o valor da aposentadoria.”
Outro ponto importante é que nem toda inconsistência é identificada automaticamente pelo INSS. Em muitos casos, cabe ao próprio segurado comprovar que trabalhou em determinado período ou que realizou corretamente suas contribuições.
Por isso, a orientação é que o trabalhador consulte periodicamente seu CNIS, mesmo que ainda esteja longe da aposentadoria. A conferência antecipada permite identificar eventuais falhas e reunir documentos enquanto ainda estão facilmente disponíveis, como carteira de trabalho, holerites, contratos de trabalho, carnês de contribuição e demais comprovantes.
De acordo com o Dr. Fabrício Kleinibing, a conferência preventiva pode evitar transtornos futuros. “Quando o segurado deixa para verificar seu histórico apenas no momento do requerimento, muitas vezes precisa correr atrás de documentos antigos, alguns difíceis de localizar. Fazer essa conferência com antecedência proporciona mais tranquilidade e reduz significativamente o risco de problemas perante o INSS.”
Também é importante lembrar que o CNIS não serve apenas para a aposentadoria. Ele é utilizado na análise de benefícios por incapacidade, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão, entre outros benefícios previdenciários. Qualquer informação incorreta pode refletir diretamente na concessão desses direitos.
Caso sejam identificados erros, o segurado pode solicitar a atualização do cadastro, apresentando a documentação correspondente ao INSS. Em situações mais complexas, especialmente quando há divergências sobre vínculos, remunerações ou tempo de contribuição, a orientação especializada pode facilitar a regularização.
“Conferir o CNIS é um hábito que todo trabalhador deveria adotar. Trata-se de um documento que registra toda a vida contributiva do segurado e que servirá de base para praticamente todos os benefícios previdenciários. Quanto mais cedo eventuais inconsistências forem identificadas, maiores são as chances de corrigi-las sem prejuízos”, conclui o Dr. Fabrício Kleinibing.
Antes de pedir a aposentadoria, confira seu CNIS e evite problemas com o INSS
